4.9.13

Resenha - "Cada dia, cada hora" de Nataša Dragnić

"Quantas vezes, amor, amei-te sem te ver e cega era a minha lembrança. Sem conhecer o teu olhar, sem fitar-te."

Jeden Tag, jede Stunde

Autor: Nataša Dragnić
Páginas: 239
Editora: Record
Gênero: Romance/Ficção
Classificação: ★ 

Sinopse: Dora e Luka cresceram em Markaska, uma pequena cidade costeira da Croácia. Juntos, os melhores amigos dividiram as alegrias da infância, até Dora se mudar com a família para a França. Muitos anos depois, agora adultos, os dois reencontram-se e vivem um amor digno dos versos de Pablo Neruda. Mas o acaso mais uma vez os separa, e serão necessárias décadas até que Dora e Luka possam experimentar plenamente a paixão para a qual estavam destinados.


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Se você que está lendo essa resenha é do tipo chorona-pra-livros feito eu, se envolve com histórias de amor problemáticas e pretende ler "Cada dia, Cada hora", pode ir comprando uma caixa de lenços e preparando o coração antes de dar início a leitura! O novo livro da croata Nataša Dragnić é devastador e envolvente, daqueles que quando você acaba de ler te faz questionar os motivos de ainda estar vivendo... Pelo menos, comigo isso aconteceu. Confesso que ao ler a sinopse achei que o livro ia ser um clichê à lá Stephenie Meyer, mas logo nas primeiras páginas já mudei de ideia e me joguei de cabeça nesse lindo romance.

O livro é pequenininho, fácil de ler e me tomou menos de um dia pra terminar a leitura, mas me tomou pelo menos uma semana pra me recuperar de uma das histórias de amor mais lindas que já li. A narrativa começa em Markaska, com duas crianças inseparáveis desde o momento que se conheceram. Luka e Dora passam bons momentos juntos e se apaixonam antes mesmo de serem capazes de entender o que é o amor. O destino então os separam e uma narrativa triste se inicia, onde um só sabe reclamar da falta do outro. 


"- Preciso olhar para você sem parar.
 (...) - Seus olhos. Eles sempre me perseguiram."


Um detalhe diferenciado que identifiquei nesse livro foi a maneira que Dragnić conseguiu reconstituir várias cenas do passado no presente, de modo que nunca tinha visto antes. Cenas que haviam acontecido quando os personagens ainda eram crianças, aconteceram da mesma forma quando eles cresceram, e isso acabou virando uma característica única no livro. O desenrolar da trama não é arrastado e nem rápido demais, eu diria perfeito.


"- Teria sido muito doloroso pensar nele. Eu achava que não conseguiria sobreviver. Portanto, esqueci!A voz de Dora falha e Luka olha para ela, preocupado.- Mas agora estou aqui, e ficarei."

Ao ler "Cada dia, cada hora" percebi como nós não damos atenção merecida aos livros ainda mais estrangeiros do que os que estamos acostumados hoje em dia - o normal do brasileiro vem sendo ansiar por livros de escritores americanos, britânicos e nacionais, nada muito longe disso. Nataša Dragnić nasceu na Croácia e eu nunca imaginei ler um livro vindo de tão longe, devido ao fato de que aqui no Brasil quase não vemos divulgações de autores de outros países que não sejam da Inglaterra e Estados Unidos. Posso adiantar que achei muito melhor do que muitos outros que já li e o indico para todas as idades, sem restrições.

"E abaixo de tudo aquilo, se esconde a esperança de algo, provavelmente uma vida com o qual não ousou mais sonhar."



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