24.1.14

Everybody's gonna love today


     Demorei muito para perceber quem você era na minha vida: amigo, irmão, confidente, amor, tudo que eu sempre quis.
     Você era o tipo que me jogava contra a parede e me fazia implorar por mais. Ligava de madrugada, contava seus problemas e sempre estava pronto para ouvir os meus... Ouvia minhas músicas preferidas e me levava para assistir futebol com seus amigos. Nunca desligava o celular e sempre me dizia onde estava. Namorados? Nunca fomos.
     Éramos mais do que isso.
     Éramos amigos de alma, de corpo, de beijo, de carinho, de briga, de fome, de pele, de cama, de festa, de dor. Eu era tudo pra você, e você tudo pra mim. Sempre foi assim, e nem sei em que ponto da estrada começou: se foi logo que nos conhecemos ou pouco depois... Mas sei que te amei logo em que pus meus olhos em você e, por muito tempo soube que serias meu, de um jeito ou de outro.
     Soube que lhe acolheria em meu colo por profundas noites e que beijaria teus lábios assim que me desse vontade. Soube, desde a primeira vez, que você seria mais, muito mais, do que qualquer outro que já tenha passado em minha vida. Que tuas pegadas formariam caminhos em minha alma e que nem em um milhão de anos eu seria capaz de apagá-las.
     Desde o inicio soube que ia te amar. Te amar muito. De alma, de corpo, de coração, de vento, de sol, de chuva, de mar, de céu, de terra. E tive certeza quando enfim me mudei, tomei coragem e fui embora, juntei minhas tralhas e quis, apenas, viver contigo. Sem qualquer compromisso ou implicações, eu seria tanto do mundo quanto sua e você, idem. Dormiríamos juntos quando desse e separados, quando desse também. Conversaríamos noite adentro, jogaríamos Scrabble e assistiríamos à qualquer novela que estivesse passando. Teríamos um cachorro, talvez dois, e muita briga para criar. Sem ciúmes ou dependências, nosso plano era ser feliz. Era dividir os trabalhos da faculdade e tomar café da manhã na padaria da esquina todos os dias. Era pagar as contas, fazer mercado juntos e nunca, mas nunca, abandonar. O plano consistia em suportar o outro, na miséria, depressão, bebedeiras, extrema felicidade e qualquer outro relacionamento.
      Mas foi quando eu entendi que não queria dormir se não fosse contigo ou beijar alguém que não fosse você, que percebi que estávamos no caminho errado, por mais certo que parecesse e, que o plano nunca daria certo. Que tuas mãos já eram feitas para se entrelaçarem nas minhas e que nada era feliz sem você. Foi quando ouvi São Paulo gritar teu nome e Maringá, também.
       Foi quando felicidade já não era algo, era alguém.

 - Em Purgare
   

Um comentário:

  1. Gente, mas que texto lindo!! Tu escreve muito bem viu, adorei mesmo.

    http://theblancnoir.blogspot.com

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